no Tempo | Treme Terra Esculturas Sonoras - 31a Bienal 
no Tempo | Treme Terra Esculturas Sonoras

Programa no Tempo | Treme Terra Esculturas Sonoras

 

Há 22 anos, o mestre Aderbal Ashogun promove ações de articulação entre artistas plásticos, mestres de cultura popular e sacerdotes dos povos e comunidades tradicionais. Em parceria com Bernardo Mosqueira, também realiza a curadoria da mostra de arte natural na floresta da Tijuca: “Arte como oferenda”. O “Treme Terra Esculturas Sonoras” mescla em seu trabalho percussão, ritmo, poesia e cultura urbana do candomblé em um Flash Mob Ancestral cujo objetivo é reconectar seus participantes com suas tradições e a natureza. Nesta edição, o Treme Terra une povos de matriz africana e indígena numa escultura que emana a força do povo Yorubá e Guarany ao convidar o coral Xondaro, da Aldeia Tenondé Porã, localizada no bairro Barragem, no extremo sul da capital paulista, e o poeta Baltazar Honório, que recita o cotidiano da população que vive nas bordas da cidade, à margem. 

Coral Xondaro
O Coral Guarani Xondaro traz a apresentação de cânticos religiosos infantis, ensinados pelos mais velhos da aldeia. Eles falam principalmente do mito religioso da Terra Sem Mal, lugar sagrado para os Guaranis, simbolicamente do outro lado do oceano, e dos valores morais que devem pautar a vida de todo membro da comunidade para atingi-la.

Baltazar Honório
Poeta e músico, Baltazar irá recitar o poema Enquadro. “Acho que as pessoas vão achar que é um assalto quando eu começar. Eu vou rir e dizer que é arte”, afirma. Aos 42 anos de vida, ele vive a contradição de não existir existindo.

07.09.2014
16:00
Pavilhão da Bienal, área Parque, Térreo
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