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Arq.Futuro | Cidades Performáticas
25.11.2014
Seminário de um dia discute a cidade como o grande palco, a arquitetura como (re)invenção e a criatividade como elemento transformador das relações indivíduo/ambiente.

Realizado pela Fundação Bienal e pelo Arq.Futuro, Cidades Performáticas: uma discussão sobre arte, arquitetura e espaço público reúne especialistas do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e da Tate Modern, de Londres, além de gestores, criadores e produtores culturais para debater o papel da cultura como elemento de transformações urbana.

A cidade como o grande palco. A arquitetura como (re)invenção. A criatividade como elemento transformador das relações indivíduo/ambiente. No dia 5 de dezembro, as interações entre arte, arquitetura e espaço público vão constituir a plataforma de discussão de Cidades Performáticas, uma co-realização da Fundação Bienal e do Arq.Futuro, com parceria do British Council e apoio do Instituto Goethe. A entrada é franca.


Com duração de um dia, Cidades Performáticas reunirá gestores públicos e privados, curadores, artistas e arquitetos, vindos do Brasil e de países como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, para debater a cultura como elemento indutor de transformações urbanas. Duas vertentes estarão em foco no seminário: a estratégia cultural de caráter permanente, que leva à construção dos grandes museus, teatros e centros culturais como equipamentos fixos das cidades, e a estratégia cultural efêmera, que prevê as intervenções urbanas táteis e instalações de caráter temporário. Por que a mesma estratégia pode se revelar tão diferente dependendo do lugar onde é empregada? Por que em certas cidades a chamada “cultural led regeneration”, tal como aconteceu em Londres com o projeto da Tate Modern, gera vida urbana dinâmica e vibrante e, em outras, gentrificação e isolamento da população?

A programação acontece no auditório da Fundação Bienal, tendo o arquiteto Oren Sagiv, autor do projeto expográfico da 31ª Bienal, como um dos seus idealizadores. Participam do primeiro painel o arquiteto português Pedro Gadanho, curador do Departamento de Arquitetura e Design do MoMA, em Nova York, e Donald Hyslop, o diretor de Regeneração e Parcerias Comunitárias da Tate Modern, em Londres. Gadanho acaba de inaugurar no MoMA a exposição Uneven Growth, sobre urbanismo tátil em megas-cidades. Hyslop procura pensar nas reverberações positivas da Tate Modern -- nascida da revitalização de uma antiga central elétrica -- não só na área do Bankside, mas em toda a capital londrina. “O museu é o coração de uma estratégia mais ampla que utiliza organizações e pensamento criativos no desenvolvimento econômico, regeneração e reinvenção de área de grande capital global”, escreve Hyslop no livro Diálogos de Economia Criativa, recém-lançado no Brasil.

À frente de várias ações de planejamento urbano no Rio de Janeiro, o arquiteto e presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade Washington Fajardo fala das estratégias para a revitalização da zona portuária da cidade, incluindo a criação de equipamentos culturais permanentes, como o MAR (Museu de Arte do Rio). Num segundo momento, Cidades Performáticas promove o encontro e a troca de experiências entre conhecidos gestores culturais -- Danilo Santos de Miranda (diretor do Sesc-SP), Emilio Kalil (diretor da Fundação Cidade das Artes do Estado do Rio de Janeiro) e Carlos Augusto Calil (ex-secretário de Cultura de São Paulo e criador da Virada Cultural), que discutem a vocação cultural das cidades. Afinal, onde cabe ser mais tático? Onde ser mais estratégico?

Na última mesa do dia, criadores confrontam suas formas de intervenção no espaço urbano, seja via teatro -- como Claudia Bosse, do theatercombinat, grupo fundado em Berlim e hoje baseado em Viena, e Antônio Araújo, diretor e fundador do Teatro da Vertigem; seja através da arquitetura, como Karsten Huneck e Bernd Trümpler, do Office of Subversive Architecture, de Berlim; seja através da arte, como o mexicano Héctor Zamora. A partir dos diversos formatos e ideias, vão se revelando as possibilidades de leitura e interpretação do urbano, na perspectiva de descobrir a real vocação dos lugares: este seminário sai em procura daquela cidade que pode se fazer, desfazer e refazer pela intervenção criativa de quem a habita.

5 de dezembro, sexta-feira • 9h - 19h
Seminário: Cidades Performáticas
Inscrições no site: arqfuturo.com.br
Local: Auditório da Fundação Bienal de São Paulo
Pavilhão Ciccillo Matarazzo - Av. Pedro Álvares Cabral s/nº Parque Ibirapuera Portão 3

PROGRAMAÇÃO

9h - 9h30: Abertura, Lídia Goldenstein (diretora da Fundação Bienal de São Paulo) e Tomas Alvim (co-fundador do Arq.Futuro)
9h30 - 10h: Os Lugares da arte: Espaços que nos circundam, afetam e definem, Lukas Feireiss (artista visual, editor e curador Architecture Forum Aedes em Berlim)
10h - 10h30: Cultura como regenerador do urbano - O impacto de estratégias duradouras e intervenções efêmeras, mediação: Tomas Alvim
10h30 - 11h:  Urbanismo tático para cidades globais, Pedro Gadanho (curador de Arquitetura Contemporânea do departamento de Arquitetura e Design do MoMA)
11h - 11h30: A implantação da Tate Modern no Bankside e as reverberações em toda Londres, Donald Hyslop (diretor de Regeneração e Parcerias Comunitárias da Tate Modern)
11h30 - 12h: Diálogo entre Pedro Gadanho e Donald Hyslop, mediação: Lídia Goldenstein
12h - 14h: Almoço
14h - 14h30: A vocação dos lugares - Como e quando ser tático ou estratégico, Carlos Augusto Calil (ex-secretário de Cultura de São Paulo e criador da Virada Cultural), Danilo Miranda (diretor do Sesc-SP), Emilio Kalil (diretor da Fundação Cidade das Artes do Estado do Rio de Janeiro), Washington Fajardo (presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade)
14h40 - 15h30: Painel com Carlos Augusto Calil, Danilo Miranda, Emilio Kalil e Washington Fajardo, mediação: Laura Greenhalgh (diretora do Arq.Futuro)
15h30 - 16h: Intervalo
16h - 17h: Narrativas urbanas - O poder de ignição das artes na cidade-palco, Cláudia Bosse (artista visual e fundadora do theatercombinat), Antonio Araújo (ator, diretor e fundador do Teatro da Vertigem), Karsten Huneck e Bernd Truempler (arquitetos e artistas do Office of Subversive Architecture), Hector Zamora (artista visual)
17h - 18h: Painel com Cláudia Bosse, Antonio Araújo, Karsten Huneck e Bernd Truempler e Hector Zamora, mediação: Oren Sagiv (arquiteto e co-curador da 31ª Bienal de São Paulo)
18h - 21h: Coquetel de encerramento

| imagem: Área Parque, projeto do arquiteto Oren Sagiv para a 31ª Bienal ©Leo Eloy / Fundação Bienal de São Paulo

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